Terça-feira, Novembro 03, 2009

# 01 de Novembro 2009 #

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“A História dos Homens é a história dos seus desentendimentos com deus, nem ele nos entende a nós , nem nós o entendemos a ele.”
José Saramago
Caim

# PORTO POSITIVO/NEGATIVO # ACTO III

ACTO III - A cena é a mesma, o cenário idem, tal como os adereços, enfim, condições ideiais para o mais que contínuo, o progressivo, "Aparolamento do Porto", não sei se com as aspas, mas em Maiúsculas, com toda a certeza, sim senhor! E não é somente o "Aparolamento Cultural do Porto", é o "Aparolamento do Porto", que é coisa mais abrangente e mais vasta, lá estaremos (com mais ou menos resistência, igual dose de estoicismo, lá ou cá, onde o complemento circunstancial de lugar nos conceder os azimutes) para ver o que sobra.

Senhores eleitores, vocês lá sabem.. é a Democracia! Sabemos disso e podem até dizer que é "mau perder", bom, até pode ser, e é um facto que as alternativas não eram estimulantes, todos o sabemos. Conquanto que neste caso quem ficou a perder foram todos aqueles que gostam do Porto e não a oposição em si mesma, naquilo que de partidário ou político isso consubstancia.

Com este intróito, ainda haverá motivos para "fazer flores"? Sim, com toda a certeza, antes de assumirmos aquela caracteristica tão lusitana, que no Porto por algum motivo se acentua, e que é a de "bater no ceguinho", e não satisfeitos com isso, ainda lhe concedermos a honra do pontapé final, quando este está moribundo! O melhor é mesmo arejar, ir até ao Jardim Botânico. Embora mais de cinquenta por cento dos portuenses, dos que vivem na cidade ou nas periferias, não saibam sequer da existência do lugar. É no âmbito desta rubrica um Positivo, no que de Negativo ainda lhe possamos apontar: é um convite a saborear o bucolismo raro no seio do ambiente citadino. Os cheiros espalham-se pelo espaço, mas há alguma incomodidade em senti-los na fruição plena de um apelo aos sentidos. Há ruído, onde devia existir silêncio, mas há Sophia nos jardins. E estufas degradadas que não se incomodam de testemunhar o porte frondoso de espécies arvóreas que pintalgam de verde o horizonte. Uma casa a padecer da doença da indiferença e a necessitar de ir aos cuidados intensivos...E apesar de tudo, gosta-se de lá estar.

João Fernando Arezes

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Sábado, Outubro 17, 2009

# TEMPO 13:47:32 #

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Porto, 15 de Outubro 2009
Baixa da Cidade do Porto

Sábado, Outubro 03, 2009

# PORTO ORIENTAL OUTUBRO 2009 #

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Cidade do Porto 02 de Outubro 2009
Junto à Circunvalação, na zona de Azevedo, em Campanhã

Sexta-feira, Setembro 25, 2009

# Porto Positivo/Negativo # Dresden?Coventry? Bagdad?

Dresden? Coventry? Bagdad? Não, nem por isso, isto é tão simplesmente no Porto! Tão desoladoramente no Porto, e dói tanto mais quanto os advérbios utilizados são redutores para qualificar a vergonha que se sente de ver e imaginar a escalada dos turistas ao mirante ex-libris que ladeia a Praça. No plúmbeo derramado, sobrevivem algumas clarabóias de esperança a implorar a ressuscitação para além de uma episódica e oportunista promessa eleitoral. Até lá, o resultado de um bombardeamento ficará tracejado nas mentes e os escombros da insensibilidade moldarão a ferida urbana. Oh, quanto ansiamos por chamar "Fénix Renascida" à Praça de Lisboa! De Lisboa, só "de", se fosse "em" talvez a questão fosse uma prioridade nacional. Enquanto esperamos, porque não uma Burka gigante a cobrir toda a extensão do espaço?

João Fernando Arezes


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# CEGUEIRA #

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“ A cegueira é o destino de quem se deixa tomar de assalto pela paixão:deixamos de ver quem amamos. Em vez disso , o apaixonado fita o abismo de si mesmo.
-Mulheres são como as ilhas: sempre longe,mas ofuscando todo o mar em redor.”
MIA COUTO
JESUSALÉM

Sexta-feira, Setembro 11, 2009

# Porto Positivo/Negativo # Caos

CAOS na versão urbana... o Porto só de alguns, o Porto só para alguns! Carro na cidade é: tesão da soberba, posse, território ocupado, colonato temporário de volumetria automóvel, extensão do falo ou ignorância na consciência dos limites que vão para além da liberdade pessoal, antítese do conceito de cidadania. De cada vez que um automóvel invade o espaço público da urbe, sem que haja necessidade, a esse mesmo acto corresponde uma enunciação pictórica equivalente a uma “Natureza em Coma”, pintada com o pés...no pedal! Transporte público ‘para esses alguns’ é sinónimo de estigma, despromoção social, estar acondicionado com outros, sem ar condicionado, condicionado pelo ar dos outros...sentir vergonha do estatuto de passageiro, daquilo que para eles constitui uma forma inferior de mobilidade. Se questionarmos um brasileiro sobre o que é para ele o CAOS resultante do excesso de automóveis numa cidade, dirá exactamente com as mesmas letras que constituem a palavra: “É um SACO!”, nem menos.

João Fernando Arezes

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#PP_CAOS_03A~

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Quarta-feira, Setembro 09, 2009

# DEIXAS SAUDADES#

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Um abraço Grande meu AMIGO.

Segunda-feira, Setembro 07, 2009

# Ensaio II #

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# SÓ QUE ERA ...#

Só que era mais fácil matar-se alguém
a quem se ama do que matar-se a si próprio
Graham Greene , O Ministério do Medo


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